Técnicas de anti-serrilhamento

Técnicas de anti-serrilhamento, em resumo, não é possível resumir. Eu li, reli, e concluir que, esta publicação será estripada como foi feito quando tratamos das técnicas de coligibilidade. É um assunto longo e dinâmico.

Antes de falarmos do combate ao serrilhamento, ou assertivamente, anti-aliasing, seria conveniente explicar o que é o serrilhamento e sua causa também.

Técnicas de anti-serrilhamento são metodologias de processamento de vértices e pixels, metodologias estas designadas a minimizar a percepção de retas escadeadas ou contornos dentados de objeto, efeitos que ocorrem devido a resolução limitada em renderizadores tridimensionais, essencialmente suavizando estas linhas.

Sem anti-serrilhamento a esquerda e com anti-serrilhamento a direita.

Hoje, há uma ampla gama de técnicas de anti-serrilhamento disponíveis ou não — por serem proprietárias — porém todas são baseadas no mesmo princípio e similares metodologias. Os poucos diferenciais dos algoritmos de processamento alternam as formas de coligibilidade de pixels, a quantidade usada, e a precisão de detecção, diferenciais representados através dos valores em potência de 2, tais como 2x, 4x, 8x, 16x, 32x e 64x.

Em razão da ampla gama existente, há também todo um vocabulário para designar cada técnica em particular, em maior parte deriva ou relaciona os mesmos termos; afinal, é tudo anti-serrilhamento.

Técnicas baseadas em reamostragem

As técnicas baseadas em reamostragem, que compreende renderizar em escalas 2, 4, 8, 16, 32 ou 64 vezes acima da resolução final e depois reescalar para baixo até a resolução final, melhoram a estimação de cor do pixel ao usar pontos adicionais de dados. Para cada pixel, são calculados valores de mais que um ponto, baseando os valores do pixel nos produtos de reamostragem. Uma produção de reamostragem elevada melhora os resultados, porém eleva também o uso de memória e o custo computacional por quadro desenhado.

Super-Sampling Anti-Aliasing (SSAA)

Também referido como Full Scene Anti-Aliasing (FSAA), para cada pixel, toma amostras normalmente em até 16x e produz um resultado médio da somatória dos subpixels; exatamente o que gráfico acima apresenta.

SSAA é uma técnica extremamente custosa em uso de memória e custo computacional, porém, por via de regra do custo-benefício, produz um ótimo visual, contudo, podendo apresentar uma percepção de embaçamento (blur) em detalhes verticais e horizontais finos se aplicado sem prudência.

Multi-Sample Anti-Aliasing (MSAA)

Esta técnica funciona nos mesmos ideais da técnica SSAA porém processando somente regiões significantes, regiões estas reamostradas para produção do pixel resultante. O sombreamento de pixel é executado apenas uma vez por pixel, onde também as reamostragens que compartilham um mesmo triângulo herdam os mesmo valores.

Apesar do ganho de desempenho em relação ao SSAA, esta ainda é uma técnica custosa e não lida com texturas transparentes; SSAA lida.

Outras técnicas serão adicionadas sob demanda.

Técnicas baseadas em filtragem

As técnicas baseadas em filtragem aplicam filtros a certas regiões de imagem renderizada, principalmente em detecção e embaçamento de arestas. Por serem técnicas aplicadas ao resultado da renderização, diz-se técnicas de pós-processamento, são praticamente irrelevantes ao uso de memória e custo computacional quando comparadas às técnicas de reamostragem.

Nada é de graça nesse mundo, e esta filosofia também cabe aqui. Por ser um tratamento superficial, estas técnicas estão passíveis de causar embaçamentos exagerados ou indesejados e detalhes de textura podem ser perdidos.

E se você pensa que só podem usar uma técnica, está equivocado. Técnicas de reamostragem e filtragem são aplicadas em tempos e formas diferentes, o que permite o uso combinado de filtragem sobre a reamostragem.

Fast Approximation Anti-Aliasing (FXAA)

Esta técnica, criada por Timothy Lottes, um nome associado à NVIDIA, encontra pixels de aresta através da luminosidade, encontra fins de arestas seguindo pixels de arestas, cambia os pixels das arestas, reamostra os subpixels cambiados, e ‘liquidifica’ o resultado para uma imagem final.

Se você não entender, então ainda não perdeu a sanidade. Isto deveria se chamar Milk Shake Anti-Aliasing. Lancei!

Outras técnicas serão adicionadas sob demanda.

Related Articles

EAX

EAX, sigla para Environmental Audio Extensions (Extensões de Áudio Ambiental), é um conjunto de predefinições de processamento de sinal digital de som, desenvolvido pela Creative…

Responses

Skip to toolbar